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Os filtros de ar presentes em todas as aeronaves brasileiras garantem uma boa qualidade do ar. Leia e entenda como funciona o complexo sistema de tubulações.    Via de regra, a circulação de ar puro e limpo dentro dos aviões é imprescindível. Tanto é que todas as aeronaves utilizadas por companhias aéreas brasileiras, como Latam, Gol e Azul, contam com um complexo sistema de filtros e tubulações os quais asseguram a qualidade do ar. Agora, devido à pandemia da Covid-19, não é diferente. Ao redor do mundo, inúmeras empresas aéreas afirmam que o ambiente a bordo é confiável, já que o ar das aeronaves é renovado a cada 3 minutos a partir de filtros que chegam a bloquear cerca de 99,9% de vírus e bactérias, inclusive o novo coronavírus. "A qualidade do ar sempre foi um requisito importante. Não é uma coisa que surgiu agora. Há muito tempo a indústria aeronáutica já se preocupa com isso e todos os projetos de sistemas de ar-condicionado e pressurização necessitam atender a esses padrões rigorosos de qualidade do ar dentro do ambiente da aeronave", afirma Alexandre Peronti, diretor de manutenção da Latam. Sistema de filtros e tubulações de ar O ar presente nas áreas internas das aeronaves está em constante circulação: recém-captado e fresco, ele entra, através dos motores, no sistema de ar condicionado. A seguir, o ar é direcionado pelas tubulações até os filtros de ar do tipo hepa — “High Efficiency Particulate Air”, no inglês, e “Ar Particulado de Alta Eficiência”, na tradução livre. Quando filtrado, o ar é conduzido para a saída do ar-condicionado, localizada próxima aos bagageiros, no teto do avião. Uma vez dentro da cabine, o ar frio desce em direção ao chão, onde estão as válvulas de exaustão do ar. Enquanto uma parte volta para o sistema de tubulação e é levada novamente...

O Brasil tem aumentado, nos últimos anos, a quantidade de capital para investir em aeroportos. O resultado disso você verá no texto de hoje! A aviação executiva nacional tem crescido consideravelmente nos últimos anos, principalmente com todo o capital financeiro que vem sendo investido, o qual alimenta fortemente o setor. Neste contexto, recentemente foi inaugurado, em São Paulo, o “São Paulo Catarina Aeroporto Executivo”, localizado em São Roque, cerca de 70 km da capital paulista e que traz consigo inúmeras promessas de inovação para o ramo. Para se ter ideia, foram mais de 600 milhões de reais investidos em uma infraestrutura completa, bem como a utilização de tecnologia de ponta que assegura todo o suporte necessário na ampliação da aviação executiva no país. Como será a operação do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo? São mais de 2 milhões de metros quadrados de área, 50 mil metros quadrados de hangares construídos e uma pista de pouso com 2.470 metros de comprimento e 45 metros de largura — tamanho consideravelmente maior se comparado com a pista do Aeroporto de Congonhas, um dos maiores do país, o qual possui 1.940 metros de comprimento. Com números bastante expressivos e a autorização da ANAC para iniciar suas operações, o aeroporto já se encontra pronto para receber alguns dos maiores jatos executivos do mundo, como o Embraer Lineage 1000, o Gulfstream G650 e G550, o Bombardier Global 6000 e o Dassault Falcon 8X. Além da enorme pista de pouso, o aeroporto conta também com um heliponto, o qual permite conexões rápidas com o centro de São Paulo: voos com uma média de 15 minutos de duração. O terminal do São Paulo Catarina Executivo poderá operar 24 horas por dia, com controle de tráfego aéreo próprio e operação por instrumento de precisão, o que proporcionará aos usuários voos sem escalas para destinos como Estados...

Voltar com a rotina normal de empresas durante uma pandemia pode gerar certa insegurança entre todos os envolvidos. Para acabar com essa preocupação, conheça as luzes germicidas F-Light UV! A higiene e prevenção sanitária, principalmente de locais fechados, são importantes para garantir tanto a saúde e bem estar de quem transita por ali, como também para manter conservada a área em questão. Segundo a NaturalAr, empresa especializada em desinfecção e despoluição de ar e água, os ambientes de trabalho e domicílio correspondem à 50% das fontes de contágio e disseminação de vírus e bactérias de gripes e resfriados. Na verdade, a higienização é regra básica e fundamental no que diz respeito à limpeza de todo e qualquer local. Pensando nisso, a Flight Consultoria apresenta ao mercado a F-Light UV, uma marca do grupo Flight responsável por projetos, desenvolvimento e instalações de luzes germicidas com radiação UVGI, que trazem tecnologia preventiva, futurista e eficaz. E o que isso quer dizer? Calma, a gente te explica! A principal missão da F-Light UV é desenvolver tecnologias que salvam vidas de um jeito mais eficiente, fácil e rápido para combater vírus e bactérias que são prejudiciais à saúde. As lâmpadas germicidas, com alta potência, testadas e aprovadas por toda uma equipe técnico-científica, contém dispositivos de iluminação com metal de alta qualidade/polímeros sintéticos e uma película refletiva espacial — a mesma utilizada pela NASA em satélites com alto poder de reflexão de radiação. Para se ter ideia, a eficácia dos esterilizantes F-Light UV tem início em apenas 10 segundos, tendo seu pico de eficácia em 90 segundos. Além disso, a emissão da radiação possui uma potência capaz de destruir o material genético de microrganismos e desinfectar tanto a superfície como o ar do ambiente. É importante ressaltar que as luzes germicidas são capazes de eliminar até mesmo o vírus da Covid-19...

O helicóptero Ansat, modelo russo que agora circula por diversos países da América Latina, traz uma grande inovação que fomentou ainda mais os ramos da aviação mundial. Confira! O Ansat, helicóptero russo comumente utilizado na aviação civil devido à sua simplicidade e fácil manutenção, ganhou da Rosaviatsyia, a Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia, a certificação de instalação do Sistema de Flutuação de Emergência, um sistema pensado e projetado para pousos em emergência na água. O método de flutuação de emergência foi testado por todo o complexo de voos e testes da Kazan Helicopters, empresa russa de fabricação de helicópteros. O programa incluiu a avaliação de desempenho do helicóptero utilizando balonetes embalados, cheios e feitos de material elástico, os quais garantem a flutuação da aeronave de asas rotativas. As aeronaves equipadas com este novo sistema de emergência serão capazes de voar a uma distância considerável da costa, além de participar de operações de busca e salvamento — lembrando que a instalação do sistema é opcional e a pedido do cliente. Além disso, foram realizadas algumas apurações, como o tempo necessário para encher os balonetes durante o voo e uma contagem precisa da ativação de botes salva-vidas, além da possibilidade de evacuação de passageiros e tripulantes através de saídas de emergência — tudo isso em testes no solo. A Rosaviatsiya também aprovou, para a Kazan Helicopters, a redução das limitações de aeronavegabilidade de várias partes principais da Ansat. “A Kazan Helicopters recebeu a certificação para a flutuação e resiliência do helicóptero Ansat com o estado do mar 4 (ondas moderadas), de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, após testes de simulação do Instituto Aerohidrodinâmico Central em Zhukovsky, em um tanque e em mar aberto”, afirma o diretor-gerente da Kazan Helicopters, Yuri Pustovgarov. O modelo bimotor Ansat é uma aeronave leve e de múltiplos propósitos, cuja produção em...

A pandemia do novo coronavírus tem afetado diretamente inúmeros segmentos da economia mundial. Dentre eles, um dos principais, que tem sido duramente atingido, é o da aviação. Logo no início, em meados de fevereiro e março, países passaram a restringir e até mesmo bloquear a entrada e saída de pessoas de seus territórios. Por consequência, inúmeras viagens aéreas foram e ainda são canceladas, em massa, diariamente. No entanto, tudo vai passar! É uma questão de tempo para que, no geral, a vida volte ao normal. Enquanto isso, a IATA, Associação Internacional de Transportes Aéreos, anunciou que os CEOs das principais companhias aéreas do mundo, bem como governos de grandes economias globais, estão comprometidos com os cinco princípios da entidade para reconectar o mundo por meio dos ares, listados a seguir: 1- A aviação sempre colocará a segurança como prioridade  As companhias aéreas acordaram o compromisso de trabalhar com seus parceiros, bem como governos, instituições e toda a indústria, para:     Implementar um regime de biossegurança — conjunto de ações voltadas para a prevenção do trabalhador ou paciente —, o qual mantenha a garantia e proteção de passageiros e tripulação, permitindo operações eficientes; Assegurar que a aviação não seja uma fonte de contágio de doenças, como no caso da covid-19, por exemplo. 2- A aviação responderá, com flexibilidade, às medidas conforme a ciência e a própria crise evoluírem     Utilizando o que há de mais moderno e inovador para medidas como testes eficientes e em escala e/ou passaportes de imunidade;     Desenvolvendo um plano previsível e efetivo capaz de gerenciar quaisquer fechamentos de fronteiras e restrições na mobilidade;     Assegurando que todas as medidas tenham suporte científico, sejam economicamente sustentáveis, revisadas frequentemente e não mais utilizadas quando não mais necessárias.   3- A aviação atuará como um motor-chave para a recuperação econômica     ...

A Synerjet, grupo representante da fábrica suíça “Pilatus” no Brasil, anunciou, em março, a permissão para operação e comercialização do jato executivo PC-24, um dos melhores em performance como jato de negócios com características de avião utilitário. Ainda segundo a Synerjet, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu à aeronave o Certificado de Tipo — certificado que confirma a aeronavegabilidade a partir das leis aéreas nacionais —, sendo possível agora a liberação para entrega dos primeiros aviões aos clientes brasileiros. O modelo PC-24 é um dos mais inovadores da categoria, podendo carregar até 8 passageiros e com um surpreendente diferencial: é capaz de operar até mesmo em pistas não pavimentadas ou irregulares, como aeródromos de terra, grama, cascalho e neve. Além disso, um dos principais objetivos da Pilatus foi trazer para o PC-24 algumas heranças do turboélice PC-12, mas, desta vez, com maior complexidade e inovação. Há no modelo uma porta de carga bastante semelhante a que possui no turboélice, por exemplo. Contudo, o que realmente difere uma aeronave da outra é que a PC-24 possui motores a jato, os quais são mais sensíveis e por isso, geram um desafio ainda maior para pousos em aeródromos não pavimentados por conta dos detritos e da poeira presentes nas pistas. O fabricante destaca também que o jato consegue operar em pistas de apenas 800 metros de comprimento, além de alcançar velocidade máxima de 815 km/h e possuir uma autonomia de 3.768 km, com peso máximo de 8.005 kg. Comercialização do PC-24 Os primeiros exemplares do jato executivo foram disponibilizados para entrega ao mercado em fevereiro de 2018, apenas para clientes dos Estados Unidos. Até então, o modelo não possuía autorização para atuar em locais não pavimentados — a autorização só foi concedida dois anos depois, em fevereiro deste ano, pela EASA, Agência Europeia para a Segurança da Aviação. Desde...

Por conta da redução do tráfego aéreo causado pela pandemia do novo coronavírus, a ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, autorizou, por 180 dias, que empresas de táxi-aéreo possam prestar serviços especializados de carga de artigos perigosos e aeromédicos no país. A medida, aprovada em 27 de março, através da Portaria n° 880, visa facilitar o transporte de materiais e artigos hospitalares, bem como amostras laboratoriais, carga de álcool em gel e líquido e outros produtos. Há uma lista de empresas de táxi-aéreo disponíveis para realizarem as viagens das cargas em questão, e é possível consultá-la clicando aqui.   Transporte de substâncias Biológicas - Categoria B Ainda pensando em contribuir com a alta demanda do transporte de exames realizados em laboratório, a ANAC publicou a Portaria n° 880/SPO que autoriza, temporariamente, o translado de substância Biológica, Categoria B (UN 3373), por empresas de táxi-aéreo regidas pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº 135. Entre outras medidas, a portaria estabelece uma Instrução Suplementar (IS) com todas as orientações e cuidados para o carregamento seguro de amostras, coletadas para a detecção, do vírus covid-19 – o qual também é classificado como artigo perigoso da UN 3373. Para garantir a segurança das substâncias durante o processo de carga e descarga, cabe aos expedidores e laboratórios seguirem todas as orientações contidas na IS, neste caso, intitulada “Orientações quanto aos procedimentos para expedição e transporte de substâncias biológicas e infectantes em aeronaves civis”. Também é possível acessar este documento através do link — é importante lembrar que tais orientações são válidas apenas para os laboratórios e expedidores da UN 3373. Transporte de álcool UN1170 Assim como nos casos de Substâncias Biológicas, a ANAC também publicou uma declaração oficial intitulada “Procedimentos para a expedição de Álcool UN1170”, para o transporte de cargas de álcool em gel e líquido. O documento, disponível aqui, traz instruções sobre o carregamento...

A realização de pousos e decolagens em locais não cadastrados ou não homologados pela ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, até podem ocorrer, desde que atendendo aos requisitos preestabelecidos e com autorização prévia – fato esse que é conhecido por pilotos e aviadores. Porém, por conta da pandemia do novo coronavírus, algumas regras foram flexibilizadas. Por meio da Resolução nº 559, publicada no dia 19/05, operações de pousos e decolagens em locais não cadastrados podem acontecer para fins de prestação de atendimento às vítimas da Covid-19. É importante ressaltar que a decisão abrange somente àqueles que possuem o COA, o Certificado de Operador Aéreo, os quais operam sob os Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC) e, neste caso, ocorrem em caráter excepcional e temporário, ou seja, enquanto perdurar a pandemia em território nacional. Além disso, há uma série de medidas que precisam ser tomadas durante os processos de pousos e decolagens, visando a proteção de aeronaves, tripulação, passageiros e terceiros. São algumas delas:     A operação deve estar prevista nas Especificações Operativas da empresa em questão;     A aproximação do helicóptero deve acontecer a uma distância segura de vias públicas e instalações físicas para evitar qualquer dano físico e material aos envolvidos;     Toda e qualquer operação deve estar prevista nas Especificações Operativas da empresa em questão.  A pandemia do novo coronavírus está mudando muitas formas de trabalho em inúmeros ramos e atingiu também aqueles que atuam com aeronaves. E a Flight Consultoria te deixa a par de algumas mudanças que vêm ocorrendo com o setor.   Voltar ...

Existem dois tipos de trem de pouso para helicópteros: o mecanismo retrátil composto por rodas e os esquis, também conhecidos como patins — entenda melhor sobre os dois sistemas no post da Flight. Em sua maioria, as aeronaves possuem esquis e há uma boa justificativa para isso, mas no geral, tudo depende do tipo de operação a qual o helicóptero será destinado e da área onde a máquina irá pousar. Helicópteros com rodinhas Por conta deste tipo de mecanismo, o pouso da aeronave é mais restrito, tendo de ocorrer em menos lugares se comparado aos esquis. Isso se deve por conta das rodas que distribuem todo o peso da aeronave em apenas três pontos de apoio. Desta forma, cada um deles deve suportar uma força maior sobre o chão, podendo até mesmo afundar o solo. Por outro lado, a vantagem das rodinhas ocorre no momento em que o helicóptero precisa se deslocar entre os locais de pouso e decolagem e embarque e desembarque. Por conta do apoio das rodas, é possível que a locomoção ocorra no solo, evitando assim a quantidade de vento no local devido ao menor deslocamento de ar. [caption id="attachment_718" align="aligncenter" width="750"] Na foto, um exemplo de helicóptero com rodinhas - ideal para deslocar a aeronave no solo.[/caption]   Helicópteros com esquis A utilização dos esquis é mais simples e econômica! Além disso, são mais versáteis, pois facilitam o pouso em locais variados. Por isso, costumam ser utilizados pela Polícia Militar de São Paulo, por exemplo. Diferente das rodinhas, os esquis também distribuem melhor o peso da aeronave, evitando que o trem de pouso afunde ao pousar em áreas sem asfalto, como diz Thales Pereira, presidente da Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros). "Esse tipo de sistema é melhor para realizar pousos em locais não preparados, pois a área de contato com o solo é...

O combustível utilizado por aeronaves comerciais é um dos principais gastos que empresas aéreas possuem. Para realizar o cálculo e entender a quantidade ideal de querosene da aviação para voar determinado trecho, devem ser levadas em consideração algumas condições que podem interferir no resultado final desta conta. Por isso, abaixo explicaremos como é determinado o tanto de combustível a ser consumido em certas viagens e quais são os principais fatores determinantes para isso, afinal, uma aeronave de pequeno porte pode consumir mais combustível do que uma de grande porte. Curioso, não?! Quais são essas condições? Um dos principais fatores é o peso. Pensemos em uma rota distante, como São Paulo x Paris, por exemplo. O modelo Airbus A380 vazio gasta, aproximadamente, 113 mil litros de combustível. Já com 470 passageiros a bordo e sem nenhuma bagagem, o mesmo trecho bebe cerca de 130 mil litros, uma média de 15% a mais, totalizando em torno de 276 litros por passageiro. Ainda pensando este mesmo percurso, agora utilizando um modelo Boeing 777-200 com 370 passageiros a bordo, o gasto de combustível seria de aproximadamente 60 mil litros, ou 162 litros por passageiro. Ou seja, tanto o peso da aeronave como a quantidade de pessoas e bagagens a bordo podem influenciar diretamente na parcela de querosene a ser utilizado. Contudo, já o Airbus A330-200, com 290 passageiros, no trecho São Paulo x Nova York, consome cerca de 47 mil litros, enquanto o Airbus A350-900, com 325 passageiros, utiliza 45 mil litros — lembra quando citado acima sobre aeronaves menores que podem consumir mais do que maiores? Modelos de aeronaves diferentes possuem consumos diferentes, além de ser necessário considerar também o motor utilizado por cada uma, bem como fatores aerodinâmicos e até mesmo os materiais usados durante a fabricação dos aviões. Mas, no geral, quanto maior a aeronave, mais querosene...